Compartilhe o
nosso conteúdo
Dê a sua opinião

Dia do Trabalho

Maringá lidera abertura de vagas no interior; serviços são destaque

01 de Maio de 2018 Agência Estadual de Notícias
O Interior do Estado abriu 90,3% das vagas de emprego geradas no Paraná desde 2011. Foram criadas 222,1 mil novas vagas com carteira assinada até março de 2018 no Interior. Somando a capital, foram 246 mil contratações realizadas em todo o Estado no período. O levantamento mostra que Curitiba foi a cidade, isoladamente, que mais gerou vagas, com 20.240 empregos no período. Em seguida estão Maringá, com 18.684, Cascavel, com 14.534, Foz do Iguaçu, com 10.608 vagas, Ponta Grossa, com 8.902 e Londrina, com 8.013 vagas.

O volume é o saldo entre admissões e demissões no período, conforma levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) que está baseado no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. “É uma notícia importante. A descentralização da economia permite o crescimento do emprego em todo o Estado. Estas novas oportunidades geram renda, movimentam a economia local e melhoram a vida da nossa gente”, comemora a governadora Cida Borghetti.

De acordo o Ipardes, o setor de serviços foi o que mais criou empregos no Estado desde 2011, com um saldo de 169.451 vagas. A seguir vem o comércio, com 87.029 vagas, e a agropecuária, com 6.423 empregos.

Mesmo com a crise, que jogou o País na maior recessão da sua história e aumentou o desemprego, o Paraná foi o terceiro Estado que mais criou empregos formais no Brasil nesta década. Ficou atrás apenas de São Paulo (429.132) e Santa Catarina (249.553). O saldo do Estado respondeu por 10,8% do total de empregos gerados no País.

Para a governadora Cida Borghetti, boa parte desse resultado se deve ao fato de o Paraná ter criado um ambiente mais favorável para o setor produtivo, atraindo mais investimentos que resultaram em novos empregos. “Temos uma gestão focada nas pessoas e na qualidade de vida das famílias. Por isso, o governo continuará em busca de novos empreendimentos e ajudará no fortalecimento das empresas paranaenses para que a criação de empregos seja ainda mais acelerada”, disse Cida.

FATORES - A predominância do interior na geração de vagas se deve a uma combinação de fatores, de acordo com Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes. “Por um lado, o agronegócio foi um dos grandes motores do desenvolvimento nos últimos anos. Por outro, os municípios da região de Curitiba foram duramente afetados pela crise brasileira, com retração de setores como indústria, serviços e construção civil. O Interior foi mais resiliente à crise econômica”, explica.

Além disso, de acordo com ele, o Paraná Competitivo, programa de incentivos fiscais do governo estadual, que atraiu mais de R$ 45 bilhões em investimentos produtivos para o Estado desde 2011, teve papel importante na desconcentração da economia paranaense.
Instalação de novas fábricas e ampliação de linhas de produção, apoiadas pelo programa criaram empregos e geraram efeitos multiplicadores também no comércio e no setor de serviços do interior.

PARTICIPAÇÃO - No primeiro trimestre de 2018, o interior segue na dianteira, mas com o fim da crise econômica, a região de Curitiba voltou a contratar e a diferença diminuiu. “A tendência é que, aos poucos, o interior volte ao patamar tradicional de participação na geração de empregos”, afirma Suzuki Júnior.
De janeiro a março, o interior ficou com uma participação de 65,4% nas contratações com carteira assinada no primeiro trimestre. Foram 17.022 vagas de janeiro a março de 2018. Já a região metropolitana de Curitiba respondeu por 34,6%, ou 8.995 vagas.

Notícias relacionadas

Passageiros

Movimento cresce no aeroporto e diminui na rodoviária

Enquanto em 2018 o movimento de passageiros cresce no Aeroporto Regional de Maringá Silvio Name Júnior em comparação com o ano passado, na Rodoviária Dr. Jamil Josepetti cai a quantidade de pessoas que embarcam e desembarcam no terminal. É que o aponta levantamento do Observatório do Turismo e Eventos, núcleo de pesquisas do Maringá e Região Convention & Visitors Bureau. Em janeiro e fevereiro deste ano, o aeroporto registou 103.429 embarques e desembarques, um aumento de 6,36% em relação aos 97.238 passageiros que fizeram uso do terminal no mesmo período de 2017. Já na rodoviária, houve queda de 2,88%, passando de 236.916 embarcados e desembarcados nos dois primeiros meses do ano passado para 230.074 em 2018 – redução de 6.842 passageiros. Ainda de acordo com o levantamento feito pelo Observatório do Turismo e Eventos, o número de chegadas e saídas de ônibus na rodoviária acompanhou a queda no movimento de passageiros, caindo de 12.315 em janeiro e fevereiro de 2017 para 11.960 nos dois meses iniciais de 2018 – retração de 2,88%. Em igual período, o aeroporto teve acréscimo de 1% na quantidade de pousos e decolagens, ao ir de 1.213 no ano passado para 1.226 este ano. Sobre o Observatório O Observatório do Turismo e Eventos reúne informações para identificar os potenciais e as carências do turismo e eventos da cidade. Os dados são disponibilizados para que especialistas, poder público e privado e a sociedade civil organizada sejam auxiliados nas tomadas de decisão que envolvam o setor. São monitorados a tarifa média cobrada pelos hotéis; a taxa média de ocupação dos hotéis; o Imposto Sobre Serviços (ISS) arrecadado na área de turismo; o mercado de trabalho ligado ao turismo; a malha rodoviária; a movimentação do Aeroporto Regional Silvio Name Júnior e a movimentação terrestre pela Viapar. O projeto é patrocinado pela Viapar e tem, ainda, apoio do Sindicato dos Lojistas do Comércio Varejista de Maringá e Região (Sivamar), Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Cooper Card e Sebrae. Todos os dados estão disponibilizados gratuitamente no site www.maringacvb.com.br/observatorioturismomaringa.

seta-top