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Bancos

Capital financeiro cresce e agências diminuem

03 de Maio de 2019 Gilson Aguiar
Os quatro maiores bancos privados do Brasil tiveram um lucro de R& 73 bilhões em 2018. Em percentuais, a lucratividade do setor foi de 12,3%. A instituição com maior lucratividade foi o Itaú, seguido pelo Bradesco e Banco do Brasil. Se levarmos em conta apenas quatro dos maiores bancos do país, eles dominam 78% do mercado.

Em Maringá e região não é diferente. Hoje, as principais instituições financeiras do país têm um peso forte na economia regional. Contudo, existe um crescimento significativo das instituições de crédito cooperativo. Elas têm expandido sua participação em 15% em 2017. Enquanto a maioria das instituições financeiras de grande porte, públicas e privadas estão reduzindo agências em pequenas cidades, os bancos cooperativos aumentam sua participação.

Hoje, os bancos cooperativos têm mais de 5,8 mil pontos de atendimento. Uma rede maior que a do Banco do Brasil, com 4,8 mil pontos. Na região Sul e Sudeste está o maior campo de crescimento deste perfil de instituição financeira. O setor busca a expansão em outras regiões, mas a relação da população com um banco envolve também uma questão cultural, o cooperativismo.

Mesmo com estes limitadores, as cooperativas de crédito já têm mais de nove milhões de associados, ou cooperados. O que demonstra que cada vez mais brasileiros estão aderindo a esta modalidade de relação financeira. Há que se levar em conta que a concorrência com os chamados bancos tradicionais e de grande porte acaba por ser difícil diante do que é ofertado com pacotes de serviços e dinheiro.

Em levantamento feito pelo Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem), há uma tendência de fechamento de agências bancárias nas cidades de menor porte. Já em Maringá e nas cidades conurbadas há um aumento do número de agências. Para se ter uma ideia, em Floresta, Iguaraçu e Ivatuba, não há mais instituição financeira. Existiam apenas uma em cada cidade em 2005.

Cidades como Mandaguari, Mandaguaçu e Marialva há uma estabilidade no número de instituições financeiras. Mandaguari e Marialva perderam uma agência bancária entre 2005 e 2018. Saíram de cinco para 4.

Em Maringá, o número de agências cresceu nos últimos 13 anos. Saiu de 43 para 60. Assim como nas cidades conurbadas. Em Sarandi saiu de cinco para seis e em Paiçandu de três para quatro, entre 2005 e 2018.

A crise econômica é fator determinante para este fechamento. Ela responde pela reformulação das estratégias das instituições que preferiram ficar com clientes mais seguros diante das incerteza econômica e aumento da inadimplência. Os pequenos correntistas acabaram e moradores de cidades menores tiveram que recorrer ao atendimento on-line ou deslocamento para um centro maior.

Tecnologia também conta na busca de consolidar os interesses das instituições em ter um cliente que tem pouca relação com o banco físico. Se observarmos nosso comportamento em relação as instituições financeiras, cada vez menos frequentamos os edifícios bancários. Nossa relação é pela internet. Fica para as pessoas de baixa renda, com pouco interesse de oferta de serviços de comodidade, o exercício de entrar pela porta de detector de metais e enfrentar as filas dos caixas.

São exatamente estes clientes que as cooperativas de crédito pretendem atingir cada vez mais. Eles podem ter serviços com recursos menores e atendidos de forma direta com uma outra relação que não seja exclusivamente o da empresa bancária.
Lembrando que uma melhora no ambiente econômico deve impactar decisivamente no desempenho das instituições financeiras e mudar o quadro de recessão que o crédito viveu nestes últimos 5 anos.

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